A muito, muito tempo atrás em uma galáxia bem distante eu escrevi uma história: história de um jovem rapaz, confuso e atrapalhado, principalmente quando tenta entender seus sentimentos. Se envolve em um caso de amor, cheio de drama, suspense e surpresas. Tudo que poderia acontecer de bom, aconteceu, porem isso trouxe tudo que poderia haver de ruim pra bem perto, tão perto que ele quase se esquece de quem é e de quem ama, as oportunidade vão aparecendo e esse nao é só mais um que sabe aproveita-las, mas alguem que calado, não se resolve, mas no entanto se envolve e muito.
E agora estou voltando com esta história, hoje noite vou dar o décimo capitulo e a repostarei, espero que desta vez ela vá pra frente!
Só mais um rosto na internet...
7 de novembro de 2009
Meu melhor.
O melhor de mim, eu guardei pra depois, vou deixar pra quando for preciso, pra que eu me mostre mais esquivo, mais sabido. Guardei porque não vi necessidade, nem ao menos merecimento que me fizesse, expor assim, tudo que há em mim.
Ao contrário da maioria que na sua extensão, passa maior parte de suas vidas se mascarando em busca da interface perfeita, eu guardei o melhor de mim pra evoluir. Assumindo e vendo que sou uma cópia prepotente, imagem e semelhança de meu criador, não relevo os meus defeitos na procura infantil e falida de abste-los, por completo.
Não me resumo as futilidade nem a hipocrisia dessa vida inconseqüente, de uma vida inconseqüente, mas relato-me todos os dias sobre como sou, o que sou e porque sou, afim de me conhecer, afim na verdade, de não passar sustos, me surpreendendo ao ver que outro alguém, me conhece mais que eu. A precariedade dos meus sentidos nesse aspecto, se dá por pó ao vento, quando tudo que adquiro sendo humilde, sobrepõem o que perco sendo egocêntrico.
E falo de humildade como se ela fosse antônimo de ignorância, mesmo acreditando que a distância desses dois adjetivos é bem menor do que pensamos, as vezes falo pra que se ponham a acreditar, pra que se ponham a me ouvir ou ler, admirando do que posso ser capaz, do que sou. Mas nós sabemos que a busca por quem singelamente mostra tudo o que pensa, deseja e quer, para pessoas totalmente desconhecidas, é por guardar-se, esta busca é para guardar-se, dos perigos que esses pensamentos poderiam causar se escondendo nos cantos almofadados da mente, nas nuvens dos seres inquietos e pensantes que somos nós, nas testas e nucas, olhos e ouvidos.
E um teto de vidro na chuva de pedras, perder-se no caminho reto, guardar-me é difícil e imperecível, mas como todo mal sem causa, é necessário.
Ao contrário da maioria que na sua extensão, passa maior parte de suas vidas se mascarando em busca da interface perfeita, eu guardei o melhor de mim pra evoluir. Assumindo e vendo que sou uma cópia prepotente, imagem e semelhança de meu criador, não relevo os meus defeitos na procura infantil e falida de abste-los, por completo.
Não me resumo as futilidade nem a hipocrisia dessa vida inconseqüente, de uma vida inconseqüente, mas relato-me todos os dias sobre como sou, o que sou e porque sou, afim de me conhecer, afim na verdade, de não passar sustos, me surpreendendo ao ver que outro alguém, me conhece mais que eu. A precariedade dos meus sentidos nesse aspecto, se dá por pó ao vento, quando tudo que adquiro sendo humilde, sobrepõem o que perco sendo egocêntrico.
E falo de humildade como se ela fosse antônimo de ignorância, mesmo acreditando que a distância desses dois adjetivos é bem menor do que pensamos, as vezes falo pra que se ponham a acreditar, pra que se ponham a me ouvir ou ler, admirando do que posso ser capaz, do que sou. Mas nós sabemos que a busca por quem singelamente mostra tudo o que pensa, deseja e quer, para pessoas totalmente desconhecidas, é por guardar-se, esta busca é para guardar-se, dos perigos que esses pensamentos poderiam causar se escondendo nos cantos almofadados da mente, nas nuvens dos seres inquietos e pensantes que somos nós, nas testas e nucas, olhos e ouvidos.
E um teto de vidro na chuva de pedras, perder-se no caminho reto, guardar-me é difícil e imperecível, mas como todo mal sem causa, é necessário.
5 de novembro de 2009
Anciedade
Eu não sei, mas parece que estou sofrendo disso, tem uma coisa dentro de mim se tornando incontrolável que me deixa a inquietar-me, de uma maneira muito intensa, não sei o que faço!
3 de novembro de 2009
Legião de dor.
Me despedacei nas palavras:
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O sol tocando o horizonte, vem trazendo em mim coisas que há muito tempo não sentia, é uma nostálgica esperar o que tenho por entre a fraca respiração que me condena, só de pensar já não quero tanto mais lembrar, da solidão que existe aqui, da duvida em saber onde você está, além de dentro de mim.
Quando dou as costas pra essas lembranças, minha sombra na areia não me faz esquecer que o mesmo sol ainda me olha por trás, é inútil esperar que ele se vá, me entregar é a soma de todas as fraquezas, pois a vida continua e já que não te tenho aqui comigo, nada posso fazer, a não ser cuidar de mim, ser feliz ao menos, planejar de novo e dessa vez não ter a inocência de querer apenas ficar bem, bem contigo, comigo e com tudo.
Eu chuto a areia e o vento frio cheio de sal quer me queimar, arrepiar os fios desse martírio. Ainda caminho sentindo o que restou das ondas nos meus pés, deixando que ao voltar elas levem o que restou de mim no chão, cada caco, pedaço, se desfazendo por entre os grãos e a espuma daquela água que também nos molhou quando estávamos parados ali no canto, nosso canto, aquela pedra, o que me resta, sentir sozinho tudo aquilo que eu não soube conquistar. Será que eu sou capaz de me livrar da insegurança, libertar-me de querer demais, com teu amor só queria que eu sentisse dor, veja bem no que me torno, olhe bem quem eu sou.
Quero rasgar-me e ver o sangue manchar toda a pureza, que existe nos teus olhos, como na musica revoltada que me descreve agora, quero tocar os teus cabelos longos, sem que você perceba, sentir a morte mais presente, sem que se quer esteja. Quero olhar-te saindo a porta, sem que eu ordene, ou sem que eu erre, quero ouvir o telefone tocar e não esperar que seja pra mim, mais uma vez, eu sei, quero estar aqui quieto enquanto minha alma grita aprisionada pelo que seca a minha voz, pelo que mata a esperança. Deitar-me em meus lençóis sem te sentir, deixar a janela aberta e ainda não te ouvir chegar, como toda a brisa dessas noites eternas e vazias que me fazem companhia.
E vou no fim acreditar por assim dizer, que sempre existe um caminho, uma luz, ainda que não me convença de mim mesmo, vou esperar que a tristeza passe, que a tarde dure menos, pra que quando a noite cair sobre mim, minhas lágrimas já não sejam contáveis nessa hora, então terei a chance de contar estrelas, fingindo estar bem, vendo a leveza do que me rodeia em busca do sono, porque amanhã será diferente, será outro dia e isso vai passar como tudo por nós passou, como tudo que me torna o que sou, sendo como o nada, só mais uma cara e seu sorriso sem graça, sem entender o que sente, sem querer de repente um anjo ai perto si, que só daria o necessário, o que busca todo aquele que se aquieta e diz a vida, “não me dê atenção, mas obrigado por pensar em mim”.
Então na madrugada enquanto chove, eu vou ligar meu velho rádio sem freqüência e me perder nas estações, sejam elas quantas forem, no entanto quando o cansaço me propuser um acordo e eu meramente fraco, aceitar, ainda saberei ouvir o que tocar, aquelas palavras melancólicas e frágeis que cantarei junto, enquanto choro.
“Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz, quando tudo está perdido, sempre existe um caminho, quando tudo está perdido eu me sinto tão sozinho, quanto tudo está perdido, não quero mais ser quem eu sou, mas não me diga isso, não me de atenção e obrigado por pensar, pensar em mim”
Contudo quero pouco, só sonhar, sorrir e te ver como antes, te ver voar.
A esperança e o amigo.
Eu olhava seus passos lentos e cambaleantes naquelas calçadas molhadas enquanto ela falava de alguém na qual eu nem prestava atenção, eu via seus cabelos em movimento quando o vento os esvoaçava e sempre percebi sua mão tentando colocá-los no lugar, mas era em vão, assim como quando sua mão tocava meu braço e o colocava sobre os ombros, dizendo que estava muito frio, precisava se esquentar.
Eu sempre disse palavras confortantes e tentava ser engraçado para que ela esquecesse o rumo do assunto e pensar só por um instante naquele momento, sempre estive presente quando a notava sozinha e não reclamava quando a deixava no portão que sempre se fechava nas minhas costas ao ir embora.
Todos os pares estavam completos e nós dois juntos continuávamos separados, nossas mentes em outro lugar, totalmente diferente do que realmente estávamos, mesmo assim eu podia sentir aquele calor que não saia de mim, que começava lento e fraco e se tornava uma tormenta ao sentir sua respiração perto da mim, em mais um abraço de despedida.
Era um engano que eu gostava de alimentar, doía não poder falar, mas sentia-me bem em poder ao menos estar, porque eu sabia que no final da madrugada, me viria um daqueles beijos no rosto que mais alcançavam o canto da boca, o que me deixava à espera, bem quietinho e do lado, sem esboçar opinião sobre tudo, com medo de controvérsias, afinal pode se esperar tudo de uma cabecinha como a dela.
Mas ser o amigo do final da festa não era o bastante, assim como também não era, o medo de perder o mínimo que eu tinha naquele momento, então fiquei esperando a oportunidade certa que demorava pra chegar, aquilo estava se tornando monótono e eu tinha que mudar aquela situação.
Resolvi num belo dia que aquela noite seria diferente, me arrumei o máximo que pude, usei aquele perfume que ela disse gostar e fui pra guerra, me aproximei como sempre, mas dessa vez mais cedo do que antes, calmamente tentei mudar o assunto, sempre o direcionado pra nós dois, meu coração acelerado ditava o ritmo das minhas palavras. O dia não tinha sido muito bom pra ela e quase que sem querer me aproveitei disso, chegando bem perto, dando o ombro quando sentia que ela queria chorar, mas ela não chorou só olhou nos meus olhos e deixou escapar uma lágrima, daquelas que nascem bem cristalinas e redondas no pé do olhar e logo depois vai descendo, pelo rosto que sorria tentando esconder o sentimento daquela hora, até que então se aloja depois de ter trilhado na face o medo e a dor que saia da alma, para aquela gota.
Aquilo nunca havia acontecido comigo, não daquele jeito, então não sabia como agir, mas me deixei levar e me notei secando aquela lágrima com a mão, acompanhando o traço de seu rosto até o queixo onde parei o segurando e trazendo pra perto de mim, com a mesma mão eu fechei seus olhos e a beijei, quando minha boca tocou a dela, me arrepiei inteiro e podia sentir que ela também, a minha intensidade fluiu a dominando naquele sofá de varanda aonde um leve sereno que ia se tornando chuvisco nos benzia e selava o momento para que nunca mais fosse esquecido, por nenhum de nós dois.
Nessa noite nós falamos pouco, mesmo assim a pude conhecer mais do que conheci em nossas longas conversas no caminho de ida e volta pra casa, era um passado próximo onde a falta de esperança e o tormento de saber que nada é justo e pouco é certo, mostrava que daquele jeito estávamos destruindo o futuro sem saber que a maldade anda sempre aqui por perto, mas graças ao acaso que como naquela velha canção sempre me protege, eu pude sentir o delírio que eram seus lábios saírem do estado estático ao móvel, juntos aos meus.
As conseqüências e a continuidade daquela noite não viriam ao acaso, só por imaginar que ali nascia um grande amor, porém por fim me contento em dizer que o portão continuou se fechando em minhas costas, mas dessa vez o abraço de despedida vinha acompanhado de um longo e demorado beijo, todos como o primeiro, os mesmos beijos que hoje selam o nosso dia, quando deitamos um do lado do outro pra sonhar com o futuro que ainda não temos, mas que como antes, iremos conquistar, ou quase!
31 de outubro de 2009
30 de outubro de 2009
Enganar e se enganar.
Nem todos merecem a confiança que lhes são depositada e eu sempre achei que não fosse confiável, que não merecesse, quase ainda acho, mas Deus, nos dá as oportunidades, essas são as que eu chamo de pequenas armadilhas, fatos que podem passar despercebidos pela nossa fé e fidelidade ou que podem crescer com o seu cultivo e arrasar em segundos, detalhes que levaram uma vida pra serem construídos.
Esses são nossos arreios, casualidade e conseqüência que nos faz conter toda a voracidade de uma paixão proibida todo o desejo e tesão que surgem como suor, brotando na pele, selando o pecado de não cobiçar o que é do próximo, principalmente quando esse próximo é muito próximo. Eu falo de mentira, como se falasse da verdade, falo da traição e da dor, como se ela fosse mera coincidência, como se tudo que fazemos ou deixamos de fazer, nesse caso em especifico, se torna exceção, porque só eu conheço o tédio.
A conveniência de uma vida sem saída, é o único desespero que pode levar alguém ao suicídio, se matar do que resta todos os dias nas beiras mórbidas da exatidão insensata, pular da ponte, nos braços e seios da amante amada. É o que querem, saltar da razão pra incerteza, sair da lógica pra habitar as dúvidas menos freqüentes dessa cabeça.
Como animal perdido, faminto e feroz, eis de caminhar na escuridão dessas noites sem luar, a procura do sangue menos virgem, do mais impuro, seguindo pelos pescoços e corpos mais sujos, onde eu me encontre sem pensar, onde eu veja que não tentar, me trás mais vergonha, que me acomodar.
J. Blanca
Esses são nossos arreios, casualidade e conseqüência que nos faz conter toda a voracidade de uma paixão proibida todo o desejo e tesão que surgem como suor, brotando na pele, selando o pecado de não cobiçar o que é do próximo, principalmente quando esse próximo é muito próximo. Eu falo de mentira, como se falasse da verdade, falo da traição e da dor, como se ela fosse mera coincidência, como se tudo que fazemos ou deixamos de fazer, nesse caso em especifico, se torna exceção, porque só eu conheço o tédio.
A conveniência de uma vida sem saída, é o único desespero que pode levar alguém ao suicídio, se matar do que resta todos os dias nas beiras mórbidas da exatidão insensata, pular da ponte, nos braços e seios da amante amada. É o que querem, saltar da razão pra incerteza, sair da lógica pra habitar as dúvidas menos freqüentes dessa cabeça.
Como animal perdido, faminto e feroz, eis de caminhar na escuridão dessas noites sem luar, a procura do sangue menos virgem, do mais impuro, seguindo pelos pescoços e corpos mais sujos, onde eu me encontre sem pensar, onde eu veja que não tentar, me trás mais vergonha, que me acomodar.
J. Blanca
27 de outubro de 2009
Enganar e se enganar!
“Agente passa de noite e sempre vê apartamentos acesos, tudo parece ser tão normal, mas você viu esse filme também.”
(Renato Russo)
Eu já troquei o porto seguro por uma canoa furada, sei qual o gosto do arrependimento e sempre quando tenho outra oportunidade de errar, me esqueço do quão amargo ele sé. As vezes quando sigo por um caminho certo demais, belo demais, árduo demais, me deixo levar pelos desvios coloridos e mais divertidos que a vida me dá, tudo pode terminar bem, como também pode se desfazer. Quando estou em um caminho concreto, tenho sempre um segundo plano para o que devo fazer, mas quando me desvio para o outro lado da mentira que é a minha vida, me perco se por acaso caio e caio se por acaso me perco.
Eu sou a pessoa que menos acredita em mim, eu vejo do que sou capaz e tenho medo do quanto posso ferir as pessoas, do quanto elas poderiam chorar, já que a perícia para isso é tão grande, mas aquele fogo que arde e não para de arder, a vontade de chutar o balde e ver até onde esse medo vai, é sempre bem maior. O desejo do impossível, do que eu não tenho é o que me move, aquilo que está nas minhas mãos todos os dias passa a ser deixado de lado por um objetivo maior, por objetivo mais meu, talvez eu seja um monstro por isso ou talvez eu seja apenas um ser humano, nenhum dos dois pontos de vista se difere muito, mas ser humano, é quase minha justificativa por te errado e continuar errando, enquanto o monstro, não perdoa, não tem perdão.
Nem todos merecem a confiança que lhes são depositada e eu sempre achei que não fosse confiável, que não merecesse, quase ainda acho, mas Deus, nos dá as oportunidades, essas são as que eu chamo de pequenas armadilhas, fatos que podem passar despercebidos pela nossa fé e fidelidade ou que podem crescer com o seu cultivo e arrasar em segundos, detalhes que levaram uma vida pra serem construídos.
[continua...]
24 de outubro de 2009
Você.
Como prometido, pequeno, infantil, mas tão sincero, esse é dos antigos que eu sempre esperei uma oportunidade de postar, esperei demais, mas aqui está!
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Entra pelos meus olhos e invade a minha mente, habita meu ser e destrói os meus sentidos, aguça o desejo e delibera os conflitos internos que tenho.
Você conhece minhas fraquezas e as faz mais fortes quando quer, você faz de mim um condenado quando me diz coisas baixinhas, que não entendo ao ouvido, mas que não quero deixar de ouvir.
Me faz latir e rastejar, pisa, chinga e me faz gostar, você é o mal, meu pecado, o pedaço do inferno que eu insisto em cultivar.
Você se mostra e se exibe, poem-se a me hipnotizar, consegue sem se esforçar, é incrível o poder dos seus cabelos sobre o rosto, de suas unhas na minha pele, do teu gosto.
Você, vale mais a pena que vencer, é a derrota que eu sempre quis ter, então porque não vem pra mim, e diz que eu fiz por merecer!
Sabe o que é mais revoltante?
Eu gostaria de postar aqui um texto sobre drogas que escrevi em uma comunidade do mundinho azul, Orkut, não passa de um comentário, de um profile Fake, mas eu quero expô-lo e prometo que no próximo post, volto com o romantismo que mantém esse blog, Obrigado!
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É ver como as pessoas são do contra, como dizia um Gabriel, pensandor, "a paz é contra a lei e a lei é contra a paz".
Ninguém entende isso, procuram no defeito, a solução, se comparam nesse meio subdesenvolvido com outros níveis, extremamente superiores, a maioria das pessoas que dizem ser a favor da legalização, só são a favor porque acham que não vão mudar nada, mas não pensam nas conseqüências disso, se tudo fosse o conto de fadas que vocês sonham, onde os traficantes deixariam de existir depois que legalizassem, poderiamos fazer isso agora, mas não vai ser assim!
A coisa é bem mais complexa que usar uma drogazinha de vez em quando pra aliviar o estresse, isso é como um campo minado, depois que você entra nele, nunca sabe quando vai explodir e geralmente é exatamente quando acha que tem o controle total de seus passos.
Drogas deveriam ser repudiadas por todos, deveriam ser banidas, assim como os drogados, mas as mentes e pulsos fracos do poder, não deixam isso acontecer, a banalização dos valores familiares e intelectuais não deixam isso acontecer, ai torna-se cada vez mais normal, dizer que qualquer um pode comprar droga por ai, é como se isso não fosse tão ruim, como se fosse excêntrico.
A juventude e eu já fiz parte dela, que usa das drogas pra se mostrar rebelde, descolado, esperto, mais homem, mais mulher, se esquece que fazendo isso, estão voltando aos tempos das cavernas, onde animais se comiam e se lambuzavam com sangue, onde um animal em especifico, descobriu o poder das ervas, pra que hoje, outros animais se esqueçam do poder que mente tem, sem a necessidade de um combustível.
Eu sou ex-usuário de droga falo com precisão e pericia que sou muito mais feliz como estou hoje, eu rio com naturalidade, penso com naturalidade e ajo da mesma forma, estar lúcido pra tomar decisões é uma responsabilidade prazerosa, que não me deixa dúvida, do quanto é bom não ter a quem culpar, quando se está errado. Você é responsável pelos seus atos, e é mais ainda quando isso influência nos atos do outros.
Não quero que concordem comigo e já espero pelos muitos posts que iram me detonar ou desmerecer tudo que eu disse, mas parem um pouco antes de fazerem isso e pensem, sejam menos influenciáveis, por outros, por outras... ou por isso!
23 de outubro de 2009
Contraste.
Hoje eu não falo de amor, nem do coração, falo da alma, dessa desilusão.
Estamos cansados de tudo, as costas parecem pesadas enquanto caminhamos, entre os cacos do que sobrou daquele mundo bonito e cheio de esperança. Tudo nos cansa, a vida é um alucinógeno fraco que apenas adormece uns poucos sentidos e nos deixam acordados, acreditando estar sonhando.
Me cansei da televisão, de ver nela a diferenças e igualdades, uma reunião de hipócritas se escondendo atrás de personagens, um apresentador, ator, cantor, não importa o “or” ou a “ora”, o maior caso de falsidade ideológica do mundo, está dentro de nossas casas todos os dias. Sigo me perguntando se a pessoas que se deixam passar por isso não percebem o quanto são persuasíveis.
As bombas explodem no Iraque como se estivessem nas nossas salas, o sangue se espalha pelo vidro colorido, antes preto e branco ou qualquer coisa parecida com cinza, um velho olhar, o olhar de um velho ranzinza e você se cala e se emociona com as imagens garotos africanos comendo a si próprio, por tanta fome. Você chora com as crianças secando no nordeste e se sente sensibilizado com as favelas engolindo as cidades, enquanto ainda falam de Hitler, ainda falam de guerra, esquecem da que vivem hoje, esquecem do que vive hoje, de dentro dos seus castelos de pedra, não conseguem sentir a dor do filho que morre assaltado, que morre assaltando, coloca as rédias da impunidade, venda os olhos com a crueldade, aqui chamada como justiça e deixa as coisas passarem, como se tudo fosse um filme, uma mentira.
Estamos cansado de sermos espectadores e ainda assim não saímos por ai para protagonizar, sinceramente, a acomodação é o fim do mundo, é o fogo que há de nos queimar bem devagar, queimar o ar que ainda resta, através dos escapamentos e chaminés, pra nos matar sufocados, tal como o pai, que asfixia, enforca e subtrai a vida que ele mesmo pôs ao mundo.
Melhor caminhar, pra tentar pensar nas coisas que verei no caminho e esquecer as que já tenho visto por onde eu vim, a morte vai caminhar do meu lado, mas ela eu não temo, temerei mais os dias que se foram, do que os dias que ainda restam, eu vivo como se não pudesse ou tivesse que viver, eu sou a causa da minha abstenção, sou meu sentido, minha razão.
Eu confiei que nem todas as pessoas fossem iguais e me enganei, a pessoa ao qual cultivei o sentimento mais bonito, preferiu ser livre do me ouvir, hoje a dor não para de me consumir e o que dói não é a perda, é saber que fiz o certo, fiz o que deveria não queria me arrepender de me livrar do sofrimento, sofrer foi tão bom, quase tão bom quanto o sonho, mas quando eu acordei vi que era só mais um contraste, que existia... entre a minha realidade!
Eu to cansado e to com medo, tenho medo de não ver o contraste da vida que temos hoje, nem mesmo em um futuro distante, os que se geram de mim, serão o que eu sou hoje ou o que serei um dia, estaram casados e com medo, não saberam agir. Tenho pena dos filhos dos meus filhos e dos que procedem os filhos de seus filhos, morreram como nós, com vontade!
Estamos cansados de tudo, as costas parecem pesadas enquanto caminhamos, entre os cacos do que sobrou daquele mundo bonito e cheio de esperança. Tudo nos cansa, a vida é um alucinógeno fraco que apenas adormece uns poucos sentidos e nos deixam acordados, acreditando estar sonhando.
Me cansei da televisão, de ver nela a diferenças e igualdades, uma reunião de hipócritas se escondendo atrás de personagens, um apresentador, ator, cantor, não importa o “or” ou a “ora”, o maior caso de falsidade ideológica do mundo, está dentro de nossas casas todos os dias. Sigo me perguntando se a pessoas que se deixam passar por isso não percebem o quanto são persuasíveis.
As bombas explodem no Iraque como se estivessem nas nossas salas, o sangue se espalha pelo vidro colorido, antes preto e branco ou qualquer coisa parecida com cinza, um velho olhar, o olhar de um velho ranzinza e você se cala e se emociona com as imagens garotos africanos comendo a si próprio, por tanta fome. Você chora com as crianças secando no nordeste e se sente sensibilizado com as favelas engolindo as cidades, enquanto ainda falam de Hitler, ainda falam de guerra, esquecem da que vivem hoje, esquecem do que vive hoje, de dentro dos seus castelos de pedra, não conseguem sentir a dor do filho que morre assaltado, que morre assaltando, coloca as rédias da impunidade, venda os olhos com a crueldade, aqui chamada como justiça e deixa as coisas passarem, como se tudo fosse um filme, uma mentira.
Estamos cansado de sermos espectadores e ainda assim não saímos por ai para protagonizar, sinceramente, a acomodação é o fim do mundo, é o fogo que há de nos queimar bem devagar, queimar o ar que ainda resta, através dos escapamentos e chaminés, pra nos matar sufocados, tal como o pai, que asfixia, enforca e subtrai a vida que ele mesmo pôs ao mundo.
Melhor caminhar, pra tentar pensar nas coisas que verei no caminho e esquecer as que já tenho visto por onde eu vim, a morte vai caminhar do meu lado, mas ela eu não temo, temerei mais os dias que se foram, do que os dias que ainda restam, eu vivo como se não pudesse ou tivesse que viver, eu sou a causa da minha abstenção, sou meu sentido, minha razão.
Eu confiei que nem todas as pessoas fossem iguais e me enganei, a pessoa ao qual cultivei o sentimento mais bonito, preferiu ser livre do me ouvir, hoje a dor não para de me consumir e o que dói não é a perda, é saber que fiz o certo, fiz o que deveria não queria me arrepender de me livrar do sofrimento, sofrer foi tão bom, quase tão bom quanto o sonho, mas quando eu acordei vi que era só mais um contraste, que existia... entre a minha realidade!
Eu to cansado e to com medo, tenho medo de não ver o contraste da vida que temos hoje, nem mesmo em um futuro distante, os que se geram de mim, serão o que eu sou hoje ou o que serei um dia, estaram casados e com medo, não saberam agir. Tenho pena dos filhos dos meus filhos e dos que procedem os filhos de seus filhos, morreram como nós, com vontade!
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